ANTÓNIO ZAMBUJO VIVO RIO – Agenda Cultural Rio de Janeiro

https://youtu.be/P5FSUn1GOZU

Com as edições internacionais dos seus álbuns, vai marcando pontos no riquíssimo e infinito universo da world music, mas nunca se afasta verdadeiramente do planeta Portugal, em que – como vimos – não estabelece nem pratica distinções acadêmicas de gênero. O carinho do público e o reconhecimento da crítica vão crescendo, sem pressas mas com a cadência desejada pelo próprio cantor, que se desdobra em concertos e festivais, em Portugal e pelo mundo, com destaque para o Brasil, mas em destinos tão aparentemente improváveis como Dinamarca, Noruega, Azerbeijão, Israel ou Bulgária. Esta internacionalização justifica outros sabores para a rica “ementa” de Zambujo – e aí fica, como paradigma, a nomeação do disco “Até Pensei Que Fosse Minha” para o Grammy Latino, em 2017, na categoria de Melhor Disco de MPB.

O cancioneiro multifacetado, estimulante e tão tranquilo na forma como inquieto no conteúdo de António Zambujo ganha um novo capítulo. Seguindo à risca as pulsões de um intérprete e autor que, a cada etapa, se tem valorizado – talvez por não se deixar prender demais a raízes óbvias mas limitadoras do talento e da vontade, e procurar, ao invés, dar sempre frutos sumarentos e de travo inesperado. Seu oitavo disco de estúdio, sabendo que o oito é o número da sorte para os chineses, fica claro que, neste particular, a “sorte grande” ganha contornos muito mais globais, porque nos toca a todos. Mais: numa época em que aprendemos a estimar e defender os nossos direitos, ganhamos outro objetivo – lutar pelo nosso direito ao (Do)Avesso

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