“GAIVOTAS” no Teatro Poeira – Agenda Cultural Rio de Janeiro

“GAIVOTAS”

HOMENAGEIA O DRAMATURGO ANTON TCHÉKHOV COM REFLEXÕES SOBRE AS RELAÇÕES HUMANAS

A peça – que foi encenada virtualmente durante a pandemia – estreia no Teatro Poeirinha, no dia 30 de junho

A peça “Gaivotas”, projeto idealizado pela atriz e produtora Bibiana Rozenbaum e pelo diretor Fernando Philbert, homenageia os 125 anos da primeira encenação de “A gaivota”, obra-prima do dramaturgo russo Anton Tchékhov. Depois de temporada virtual durante o auge da pandemia, o espetáculo estreia no Teatro Poeirinha, em Botafogo, no dia 30 de junho, para uma temporada até 28 de agosto, com sessões às 21h, de quinta a sábado, e às 19h aos domingos. No elenco, estão a própria Bibiana Rozenbaum, Sávio Moll e Antonio Gonzalez.

“Desde a primeira leitura, eu me senti inspirada por Nina, uma mulher que não tem medo de enfrentar preconceitos para alcançar seus sonhos. Ela não tem medo de errar. Apaixonei-me pelo texto porque ele é atemporal. Essa é a quarta peça do autor Matéi Visniec levada aos palcos pelo experiente diretor Fernando Philbert, que idealizou o projeto junto comigo. A arte é uma ferramenta terapêutica que ajuda no enfrentamento das angústias e dilemas cotidianos. Por isso ela é tão necessária.”, destaca Bibiana Rozembaum.

A montagem de “Gaivotas”, um drama poético sobre relacionamentos, inspira-se no texto “Nina ou da fragilidade das gaivotas empalhadas”, do romeno naturalizado francês Matéi Visniec, um dos dramaturgos contemporâneos mais encenados no mundo e que propôs o reencontro do trio protagonista 15 anos depois. Para isso, mudou o desfecho da peça de Tchékhov, tornando fracassada a tentativa de suicídio do personagem Konstantin. Já “Gaivotas” adapta a obra de Visniec ao trazer falas do original de Tchékhov, um pequeno texto de Domingos Oliveira e um trecho de uma entrevista do autor romeno sobre a democracia. Nada mais atual!

No texto de Matéi Visniec – “Nina ou da fragilidade das gaivotas empalhadas” –, o personagem Konstantin, que havia se suicidado na obra de Tchékhov, reaparece. Ele, Nina e Boris reencontram-se 15 anos depois do desfecho da peça “A gaivota”. Mais maduros e amargurados pelo tempo, precisam lidar com as pontas soltas deixadas pelas decisões que tomaram ao longo de suas vidas. “Gaivotas”, traz uma mensagem de esperança e superação. As personagens são como gaivotas, mortas e empalhadas nas lembranças do passado, mas nada impede que, no universo de Visniec, elas possam ter uma nova chance.

“Três temas atravessam a peça: a revolução, a busca por si mesmo e a vocação. A vida sempre dá para uma peça de teatro e vice versa”, finaliza o diretor Fernando Philbert.

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